domingo, 16 de dezembro de 2007

"On black.... and white"


Por: Paulo Medeiros
Para ver em seu contexto original, clicar no título do post!
(www.1000imagens.com)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Juventude transviada? Ou transvoada?

É impressionante como os termos são utilizados da maneira mais conveniente...

Sobre a juventude, a mídia sempre coloca quando é pertinente a “cultura jovem”, das tribos que desfilam com roupas da moda pelo shopping, afinal, a juventude pobre não tem o direito de ser noticiada. Qual seria o benefício de noticiar uma juventude que mais tem direitos negados do que outra coisa? Seria ingenuidade pensar que o sistema que se preocupa em manter esses desrespeitos incitaria um questionamento aprofundado sobre isso.

A juventude tem poder para a mídia, quando se fala do Impeachment de Collor, ou da dita União Nacional dos Estudantes, que se coloca enquanto representante da juventude universitária brasileira mas não pratica posturas de coletivização que poderiam atribuir à UNE uma real legitimidade em relação as suas “bases”.

Há ainda os que dizem acreditar nos jovens que, assim como as crianças e adolescentes, são o “futuro do Brasil", ou seja, são negados do direito de ser o presente. Ao mesmo tempo, o discurso desses é uma elaboração de um “mundo cor-de-rosa”, no qual a autonomia é apenas uma definição abstrata e as práticas são extremamente tuteladoras!

Quando a juventude não se comporta como deveria “em vias normais de existência”, ela se torna transviada, ao invés de fonte de riqueza cultural e social.

A partir disso, é importante colocar alguns conceitos, mesmo que se utilizando de um dicionário (Aurélio Buarque de Holanda):



ou:

É nessa perspectiva que diversas vezes é mais interessante falar de uma “juventude transvoada” ao invés de transviada, pois, pode-se voar sabendo decolar e pousar, mesmo num turbilhão impulsionado por uma crise aérea!

domingo, 2 de dezembro de 2007

A racionalização do Sentir

Contexto original da imagem:

E de repente estamos tod@s nos deparando com o mundo do "politicamente correto", onde há uma lei do que podemos ou não falar, do que é correto ou não enquanto ação social!

É importante antes de continuar este texto colocar uma questão: a necessidade de enxergar o local social de onde as críticas chegam, ou seja, é preciso perceber se o politicamente correto cumpriria o papel de “aproximar realidades em busca de um consenso social” ou se estaria servindo a um outro rolo compressor sobre as pessoas.

Me dei conta dessa questão um dia desses, numa mesa de bar, onde me vi tentando me adaptar a uma questão politicamente correta antes mesmo de refletir sobre ela.

Será que, enquanto mulher, devo absorver as discussões sociais acerca da questão de gênero? Ou... Devo eu refletir sobre onde me encontro diante destas questões?

Penso que isto se refere também às outras questões...

E há hoje um movimento mundial... um movimento de racionalizar a existência como se o mundo fosse regido por um sistema puramente lógico!

Ao mesmo tempo em que há uma intenção de impor “padrões de humanidade”, padrões que repudiam todo e qualquer conflito, independente de qual seja a natureza dele... Afinal, as pessoas precisam acreditar que são felizes e que tod@s no mundo buscam uma sociedade melhor, exceto @s marginais e transgressores / as das leis que se opõem à ordem... À ordem que só existe quando é conveniente, quando o propósito é reprimir e não garantir.

“Ordem e progresso!”
Tradução:
A ordem que mantêm a realidade de privilégios.
O progresso que é desenvolvimentista e caminha alinhado com o capitalismo, que não considera os seres enquanto humanos nem o planeta enquanto algo que necessita de cuidados, mas privilegia o lucro, o acúmulo de luxos e superficialidades, mesmo que o preço seja a morte de muit@s.

É diante dessas questões, algumas entre muitas, que se torna necessário ter uma postura mais crítica perante essa dita “sociedade”. Uma postura que não se preocupe apenas com o preço do pão, da gasolina ou se terei o “meu lugar ao sol” nessa praia de indefinições, mas sim que se preocupe com as questões mínimas disso que intitulamos humanidade.

Afinal, política não é só para @s partidári@s e direitos não devem ser só para @s que têm dinheiro!

domingo, 25 de novembro de 2007

Construção - Chico Buarque

Um vídeo com uma música de Chico Buarque bem emblemática... que convoca à reflexão...

Para assistir ao vídeo, clique no título desse post!


E a letra...:

Construção - Chico Buarque de Holanda

Amou daquela vez
Como se fosse a última
Beijou sua mulher
Como se fosse a última
E cada filho seu
Como se fosse o único
E atravessou a rua
Com seu passo tímido
Subiu a construção
Como se fosse máquina
Ergueu no patamar
Quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo
Num desenho mágico
Seus olhos embotados
De cimento e lágrima
Sentou prá descansar
Como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz
Como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou
Como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou
Como se ouvisse música
E tropeçou no céu
Como se fosse um bêbado
E flutuou no ar
Como se fosse um pássaro
E se acabou no chão
Feito um pacote flácido
Agonizou no meio
Do passeio público
Morreu na contramão
Atrapalhando o tráfego...

Amou daquela vez
Como se fosse o último
Beijou sua mulher
Como se fosse a única
E cada filho seu
Como se fosse o pródigo
E atravessou a rua
Com seu passo bêbado
Subiu a construção
Como se fosse sólido
Ergueu no patamar
Quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo
Num desenho lógico
Seus olhos embotados
De cimento e tráfego
Sentou prá descansar
Como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz
Como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou
Como se fosse máquina
Dançou e gargalhou
Como se fosse o próximo
E tropeçou no céu
Como se ouvisse música
E flutuou no ar
Como se fosse sábado
E se acabou no chão
Feito um pacote tímido
Agonizou no meio
Do passeio náufrago
Morreu na contramão
Atrapalhando o público...

Amou daquela vez
Como se fosse máquina
Beijou sua mulher
Como se fosse lógico
Ergueu no patamar
Quatro paredes flácidas
Sentou prá descansar
Como se fosse um pássaro
E flutuou no ar
Como se fosse um príncipe
E se acabou no chão
Feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão
Atrapalhando o sábado...

Por esse pão prá comer
Por esse chão prá dormir
A certidão prá nascer
E a concessão prá sorrir
Por me deixar respirar
Por me deixar existir
Deus lhe pague...

Pela cachaça de graça
Que a gente tem que engolir
Pela fumaça desgraça
Que a gente tem que tossir
Pelo andaimes pingentes
Que a gente tem que cair
Deus lhe pague...

Pela mulher carpideira
Prá nos louvar e cuspir
E pelas moscas bixeiras
A nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira
Que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Nombre de ese sítio


"O nome amauta vem da língua
quéchua e
significa mestre, guia, sábio em conhecimentos, que ensina algo
mais do que ler
e escrever, expressa um sentimento enraizado e um
compromisso com nosso
patrimônio oral, nossas identidades negadas e
histórias não contadas. É por essa
razão que se torna necessário integrar o
passado e o presente numa necessidade
do futuro."

(Tradução própria, link original:
Então, como inicio desse blog, nada mais necessário do que expor o motivo do seu nome... Tentar colocar uma idéia amauta sobre as coisas... e, como é escrito por uma mulher, seu nome: Mujer Amauta.