domingo, 2 de dezembro de 2007

A racionalização do Sentir

Contexto original da imagem:

E de repente estamos tod@s nos deparando com o mundo do "politicamente correto", onde há uma lei do que podemos ou não falar, do que é correto ou não enquanto ação social!

É importante antes de continuar este texto colocar uma questão: a necessidade de enxergar o local social de onde as críticas chegam, ou seja, é preciso perceber se o politicamente correto cumpriria o papel de “aproximar realidades em busca de um consenso social” ou se estaria servindo a um outro rolo compressor sobre as pessoas.

Me dei conta dessa questão um dia desses, numa mesa de bar, onde me vi tentando me adaptar a uma questão politicamente correta antes mesmo de refletir sobre ela.

Será que, enquanto mulher, devo absorver as discussões sociais acerca da questão de gênero? Ou... Devo eu refletir sobre onde me encontro diante destas questões?

Penso que isto se refere também às outras questões...

E há hoje um movimento mundial... um movimento de racionalizar a existência como se o mundo fosse regido por um sistema puramente lógico!

Ao mesmo tempo em que há uma intenção de impor “padrões de humanidade”, padrões que repudiam todo e qualquer conflito, independente de qual seja a natureza dele... Afinal, as pessoas precisam acreditar que são felizes e que tod@s no mundo buscam uma sociedade melhor, exceto @s marginais e transgressores / as das leis que se opõem à ordem... À ordem que só existe quando é conveniente, quando o propósito é reprimir e não garantir.

“Ordem e progresso!”
Tradução:
A ordem que mantêm a realidade de privilégios.
O progresso que é desenvolvimentista e caminha alinhado com o capitalismo, que não considera os seres enquanto humanos nem o planeta enquanto algo que necessita de cuidados, mas privilegia o lucro, o acúmulo de luxos e superficialidades, mesmo que o preço seja a morte de muit@s.

É diante dessas questões, algumas entre muitas, que se torna necessário ter uma postura mais crítica perante essa dita “sociedade”. Uma postura que não se preocupe apenas com o preço do pão, da gasolina ou se terei o “meu lugar ao sol” nessa praia de indefinições, mas sim que se preocupe com as questões mínimas disso que intitulamos humanidade.

Afinal, política não é só para @s partidári@s e direitos não devem ser só para @s que têm dinheiro!

3 comentários:

seiji disse...

oi! obrigado por aparecer la no kiropo & Adios Kitty!

quanto a sua pergunta. Não acredito em um mundo de vilões e mocinhos ainda mais quando o assunto e politica internacional.
mais não leve minhas tiras tão a serio, e só humor... se vc der uma olhada nas minhas tiras mais antigas verá que eu critico a tudo e a todos sem discriminação.

abraços e apareça la!

Carol disse...

Obrigada pela visita!

Gostei daqui, aparecerei mais vezes...

Bjos

Asfalto Vernelho disse...

muito boa essa sua reflexão!! também gostei daqui e virei mais vezes!!